Banco demite 4 funcionários nos EUA por visita a clube de strip tease

Um spot interessante sobre a rigidez com que vem sendo tratada a questão sexual nas empresas, nos dias de hoje. É coisa para ser levada à sério.
O banco de investimentos norte-americano Morgan Stanley demitiu quatro funcionários por terem acompanhado ao menos um cliente a um clube de strip tease.
Segundo reportagem desta quinta-feira do diário financeiro "The Wall Street Journal", a demissão foi o cumprimento da política do banco de não tolerar atividades discriminatórias ou exclusivamente masculinas na empresa.
Os quatro funcionários demitidos eram especialistas na indústria de tecnologia que foram ao clube de strip tease em seu tempo livre enquanto estavam em uma conferência de três dias do banco na cidade de Phoenix (Estado do Arizona, sudoeste dos EUA), no início de novembro.
Uma das regras da política de conduta do Morgan Stanley proíbe que funcionários freqüentem clubes deste tipo enquanto estiverem envolvidos com assuntos da empresa. Segundo o "WSJ, havia ao menos um cliente do banco no clube quando os funcionários estiveram lá.
Segundo as mesmas fontes ouvidas pelo diário americano, o novo executivo-chefe do banco, John Mack, é particularmente duro na observância do código de conduta para os funcionários do banco.
Em 2004, o banco resolveu uma questão sobre discriminação sexual com o pagamento de US$ 54 milhões para encerrar um processo no qual foi acusado. No processo, as funcionárias do banco alegaram à EEOC (Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego, na sigla em inglês) ficar em desvantagem em relação aos colegas homens por não poderem levar executivos --aos quais estavam fechando negócios milionários-- em eventos como jogos de golfe ou clubes de strip-teases.
O processo foi aberto em 2001, seguindo uma ação individual, iniciada em 1998, movida pela ex-funcionária do banco, Allison Schieffelin, demitida em 2000. Schieffelin alegou que não havia sido promovida a um cargo de direção por discriminação de gênero por parte do banco. A ex-funcionária obteve do banco o pagamento de US$ 12 milhões e outros US$ 40 milhões foram reservados para resolver questões similares de funcionárias e ex-funcionárias.
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